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Com histórico de episódios violentos, seguros vencidos e manobras na Justiça, operador irregular apelava à vitimização nas redes sociais; decisão do TJRJ prioriza a segurança das famílias e autoriza processo para garantir serviço de excelência.

Durante anos, quem visitou ou residiu em Teresópolis presenciou uma cena lamentável e recorrente: a disputa predatória, desorganizada e por vezes violenta pelo público dos trens turísticos. O que deveria ser um momento de lazer para famílias e crianças frequentemente se transformava em espetáculo de horrores, com brigas calorosas protagonizadas por colaboradores na porta dos veículos e à vista de todos. Longe de ser um serviço de excelência, a atividade virou sinônimo de bagunça, colocando em risco a imagem da cidade e a integridade dos visitantes.

Nos últimos meses, a tentativa de manter esse modelo arcaico ganhou contornos ainda mais escusos. Um dos proprietários da operação irregular, alinhado politicamente à oposição municipal, passou a usar as redes sociais como palco para criar uma narrativa de vitimização. No entanto, o discurso político raso e conveniente omitia o principal: a total falta de responsabilidade com os atos violentos cometidos por sua equipe e o flagrante descumprimento das regras mais básicas de segurança.

A resposta para a politicagem, contudo, veio da única forma possível: com a força da lei.

A decisão que coloca ordem na casa

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) cassou a liminar que permitia a circulação precária do conhecido "Tere Trem" e deu sinal verde para a continuidade do Chamamento Público nº 001/2026, conduzido pela Prefeitura Municipal.

A decisão do Desembargador Relator no Agravo de Instrumento nº 3018074-41.2026.8.19.0000 desmonta o teatro criado nas redes sociais e escancara a gravidade da situação. A empresa operava à margem da lei, transportando passageiros — em sua maioria crianças — com apólices de seguro de responsabilidade civil vencidas desde outubro de 2025. Além disso, o Tribunal rechaçou a tese de que um alvará genérico cobriria o transporte público de passageiros, exigindo a habilitação específica e a comprovação técnica que a empresa tentava esquivar.

Não bastasse a irregularidade técnica, o Judiciário também flagrou uma manobra processual condenável: a empresa ajuizou duas ações idênticas em juízos diferentes (litispendência) em uma clara tentativa de burlar a Justiça para conseguir uma decisão favorável na marra.

Segurança das famílias acima dos interesses individuais

Na decisão, o magistrado foi taxativo ao reconhecer que a intervenção da Prefeitura foi legítima e urgente diante do histórico de episódios recorrentes de violência entre os operadores. O Tribunal deixou claro que o interesse comercial de quem opera na irregularidade jamais pode se sobrepôr à vida, à segurança e ao bem-estar das famílias de Teresópolis e dos turistas.

"A Justiça confirmou o que sempre dissemos: o turismo de Teresópolis não pode ser refém do amadorismo e da violência. O serviço de trenzinho é patrimônio da cidade, mas deve ser operado com seguro em dia, motoristas qualificados e respeito absoluto às famílias", pontuou o Secretário de Governo e Coordenação.

Um novo tempo para o turismo de Teresópolis

A validação do Chamamento Público nº 001/2026 representa um marco para a cidade. Ao peitar a desordem histórica e não se vergar a pressões e ataques de cunho político, a gestão municipal reafirma o compromisso de moralizar o setor turístico.

A partir de agora, o serviço de trens turísticos em Teresópolis deixa de ser terra sem lei. O processo licitatório garantirá que apenas empresas sérias, com capacidade técnica comprovada, frota vistoriada, seguros em dia e profissionais preparados possam operar na cidade.

Teresópolis dá um passo decisivo para resgatar a dignidade do seu turismo, provando que a segurança da população e o respeito às crianças estão muito acima de qualquer jogo político.

 

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